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Reprodução Assistida e Casais Sorodiscordantes

15/12/2020 · Notícias

Por muito tempo a infecção pelo HIV representou uma importante barreira para a maternidade e/ou paternidade . Mas, como a maioria dos pacientes se encontram em idade reprodutiva, foi levantada uma questão muito importante a ser estudada. Afinal, com a terapia antirretroviral introduzida na última década, pacientes HIV positivos passaram a ter uma qualidade e expectativa de vida maior e, consequentemente, o desejo de ter filhos e constituir família.
Mas como isso é possível através da reprodução assistida? 🤭
Existem algumas situações possíveis entre os casais. 👥
A mais comum é quando o homem está infectado pelo HIV e a mulher não. Nesse caso é realizado a lavagem do sêmen, e depois, os espermatozoides são inseminados com técnicas de reprodução assistida.
Outra possibilidade é que ambos os parceiros estejam infectados. Assim o que vai definir a viabilidade dessa gestação é a saúde da mulher. Se for uma mulher jovem e saudável, com carga viral positiva baixa ou negativa, as técnicas de reprodução assistida podem auxiliar e geralmente a técnica escolhida é a FIV.
Outro ponto importante: há 25% de chance de haver transmissão vertical, que acontece quando a mãe transmite o vírus do HIV para o bebê. Determinadas condutas e terapias, tanto para a mãe quanto para o feto, podem reduzir consideravelmente a taxa de infecção congênita. E neste caso, a amamentação deve ser evitada. 👩🏻‍🍼
A informação ainda é a grande aliada contra a doença, que ocorre principalmente por causa do sexo desprotegido com pessoas soropositivas. Só assim o vírus do HIV poderá ser tratado como doença crônica sem gerar tanto impacto na qualidade de vida ou nos planos para o futuro dos pacientes que convivem o vírus.

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