
Podemos considerar a dor pélvica crônica como uma dor que dura mais do que 6 meses.
As características da dor variam muito de mulher para mulher. Para algumas, trata-se de uma dor moderada, que aparece e some de repente. Para outras, é uma dor severa e contínua, que prejudica o sono, a qualidade de vida e o trabalho.
Muitas vezes, é difícil precisar o que exatamente gerou a dor pélvica crônica. Em muitos casos, ela se relaciona a problemas do sistema reprodutivo, como endometriose, doença inflamatória pélvica, aderências ou adenomiose, entre outros. Mas há casos que a dor pélvica se refere a problemas no sistema gastrointestinal, como síndrome do intestino irritável e hérnias. Muitos diagnósticos revelam que as dores também estão ligadas a problemas no sistema urológico, como cistite intersticial ou síndrome uretral. Em cerca de 12% dos casos, o problema está no sistema músculo esquelético, como síndromes miofasciais, fibromialgia e síndrome do piriforme. Portanto, é muito importante agendar uma consulta para se submeter a um detalhado exame clínico, para verificar o histórico do paciente e solicitar exames de imagem que forem necessários. Dependendo de cada caso, poderá ser pedido ultrassom vaginal, ressonância magnética, tomografia ou outros exames possíveis. Se houver uma doença específica causando a dor, como a endometriose, o tratamento envolverá medicações para esta condição.
