A maternidade adiada é uma realidade cada vez mais presente na sociedade contemporânea. Dados do IBGE mostram que a idade média em que as mulheres brasileiras se tornam mães tem aumentado progressivamente nas últimas décadas, impulsionada por fatores como a consolidação da carreira profissional, a busca por estabilidade financeira e projetos pessoais.
Acontece que o relógio biológico nem sempre acompanha esse planejamento. As mulheres nascem com um número limitado de óvulos — entre 1 e 2 milhões ao nascimento — e essa reserva diminui naturalmente ao longo da vida. Na puberdade, já são cerca de 300 a 500 mil, e a queda se acentua a partir dos 35 anos, tanto em quantidade quanto em qualidade.
É nesse cenário que o congelamento de óvulos surge como uma ferramenta estratégica de preservação da fertilidade, oferecendo mais autonomia e tranquilidade para planejar a maternidade no momento mais adequado.